Classe Buyan
Resumo
| País de origem | 🇷🇺 Rússia |
| Categoria | Corveta |
| Subtipo | Corveta |
| Fabricante | Almaz Shipbuilding Company |
| Ano de comissionamento | 2006 |
| Unidades |
Stavropol 012,017 Astrakhan 014,018 Volgodonsk 015,020 Makhachkala 021,652 Grad Sviyazhsk 022,653 Uglich 023,651 Velikiy Ustug 575 Grad 595 Naro-Fominsk 600 Grayvoron 602,562 Zelenyy Dol 603,563 Serpukhov 609 Vyshniy Volochek 630 Ingushetiya |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 949 toneladas |
| Alcance | 2300 km a 12 nós |
| Autonomia | 15 |
| Tripulação | 52 membros |
| Largura | 11,0 m (36,1 ft) |
| Comprimento | 75,0 m (246,1 ft) |
| Propulsão | 2 shaft CODAD, 4 × Zvezda M520, 10,875 kW (14,584 shp) and Kolomna Diesel, Pumpjet |
| Armamento | |
| Velocidade máxima | 28 nós |
Descrição
A classe Buyan, designada como Projeto 21630 e Projeto 21631, é uma série de pequenos navios de artilharia e mísseis desenvolvida pelo Escritório de Projetos de Zelenodolsk para a Marinha Russa. A classe sucedeu a classe Nanuchka e foi, posteriormente, seguida pela classe Karakurt. A construção começou em 2004 no Estaleiro Almaz e na Fábrica Gorky de Zelenodolsk. A série inclui a subclasse doméstica Buyan-M e uma variante de exportação designada Projeto 21632 Tornado.
As embarcações são projetadas para operações em zonas litorâneas, visando a proteção de áreas costeiras e zonas econômicas exclusivas. Devido ao seu calado raso, os navios podem operar em águas pouco profundas e navegar pelo sistema de hidrovias internas da Rússia, incluindo o Canal de Moscou e o Rio Volga. O design inicial do Projeto 21630 funciona como uma canhoneira ou monitor, enquanto o Projeto 21631 Buyan-M é uma variante ampliada de mísseis guiados. O Buyan-M incorpora tecnologia furtiva e um sistema de lançamento vertical (VLS) para mísseis de cruzeiro antinavio. Este design permite que os navios disparem mísseis de cruzeiro a partir de sistemas fluviais internos, uma capacidade que os posicionava fora das restrições do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) relativas a mísseis baseados em terra. A propulsão é fornecida por um arranjo diesel e diesel combinado (CODAD) que aciona um sistema pumpjet.
A classe entrou em serviço em 2006, com embarcações enviadas para a Flotilha do Cáspio, a Frota do Mar Negro e a Frota do Báltico. Unidades da Flotilha do Cáspio realizaram ataques de combate de longo alcance em outubro e novembro de 2015, lançando mísseis de cruzeiro contra alvos na Síria. Em 2016, unidades foram deslocadas para o Mar Mediterrâneo para operações de ataque antes de serem reafetadas ao Mar Báltico. A Marinha Russa tem utilizado frequentemente as hidrovias internas para transferir estas embarcações entre as suas frotas ocidentais e a Flotilha do Cáspio.
Navios da classe estiveram envolvidos em diversas operações de combate e incidentes desde 2022. Um navio da classe Buyan realizou ataques com mísseis contra um arsenal na Ucrânia em março de 2022. Durante o mesmo ano, o Velikiy Ustyug sofreu danos após um ataque. Em abril de 2024, ocorreu um incêndio a bordo do Serpukhov enquanto estava no porto de Baltiysk; a inteligência militar ucraniana atribuiu o evento a uma operação de sabotagem. Em novembro de 2024, um ataque de drones à base naval de Kaspiysk teria danificado uma embarcação da classe. Em 2025, o Vyshniy Volochyok foi danificado em uma colisão com um navio-tanque civil enquanto realizava manobras evasivas contra drones, e o Grad teria sido danificado no Lago Onega durante o trânsito por hidrovias internas.