Classe Grisha
Resumo
| País de origem | 🇷🇺 Rússia |
| Categoria | Corveta |
| Subtipo | Corveta de mísseis |
| Fabricante | Zelenodolsk Gorky Plant |
| Ano de comissionamento | 1970 |
| Unidades |
054 Yeysk 064 Muromets 071 Suzdalets 113 Yunga 138 Naryan-Mar 164 Onega 190 Monchegorsk 196 Snezhnogorsk 199 Brest 323 Metel 332 MPK-107 350 Sovetskaya Gavan 362 Ust-Ilimsk 369 Kholmsk 375 MPK-82 390 Koryeyets |
Especificações técnicas
| Deslocamento | 980 toneladas |
| Alcance | 4000 km a 10 nós |
| Tripulação | 60 membros |
| Largura | 9,8 m (32,2 ft) |
| Comprimento | 71,6 m (234,9 ft) |
| Propulsão | 3 shaft, 2 M-507A cruise diesels, 20,000 shp, (2 shafts); 1 boost gas turbine, 18,000 shp, (1 shaft) |
| Armamento | |
| Velocidade máxima | 34 nós |
Descrição
A classe Grisha, designação soviética Projeto 1124 Al'batros, é uma série de corvetas antissubmarino construídas entre 1970 e 1990. A construção ocorreu no Estaleiro Zelenodolsk Gorky, no Leninska Kuznya em Kiev, no Estaleiro Kirov em Khabarovsk e no Estaleiro Oriental em Vladivostok. Essas embarcações foram projetadas como pequenos navios antissubmarino (MPK) para operações costeiras e são sucedidas pelas classes Gepard e Steregushchiy.
O projeto é otimizado para ambientes litorâneos e incorpora estabilizadores de aletas retráteis. Os sistemas de sensores incluem radares de busca aérea e de superfície, radares de controle de tiro e uma suíte de sonar composta por unidades montadas no casco e de imersão (caláveis). A guerra eletrônica é gerenciada pelo sistema Bizan-4B. A classe foi desenvolvida através de diversas variantes: a Grisha I (Projeto 1124.1); a Grisha II (Projeto 1124P) para o serviço de guarda de fronteira; a Grisha III (Projeto 1124, 2º lote) com eletrônica atualizada; a Grisha IV (Projeto 1124K) para testes de mísseis; e a Grisha V (Projeto 1124M), que substituiu o reparo duplo original por um reparo de canhão principal único. Algumas embarcações russas estão passando por modernização com o complexo de combate Tornado 2 para mísseis antissubmarino.
A classe entrou em serviço em 1970. Além das marinhas soviética e russa, os operadores incluíram as Tropas de Fronteira Soviéticas, a Guarda Costeira da Rússia e as marinhas da Ucrânia, Lituânia e Geórgia. A Lituânia retirou suas unidades de serviço em 2009. A Ucrânia operou diversas embarcações transferidas do inventário soviético ou concluídas após a independência, como o Ternopil, que entrou em serviço em 2006. Após a anexação da Crimeia em 2014, as forças russas capturaram vários navios ucranianos da classe Grisha. O Ternopil foi posteriormente utilizado como alvo em exercícios, enquanto o Vinnitsa teria sido autoafundado em 2022. Em 2025, 17 unidades permanecem ativas na Marinha da Rússia, com sete designadas para a Frota do Pacífico, seis para a Frota do Norte e quatro para a Frota do Mar Negro.