Classe Lerici
Resumo
| País de origem | 🇮🇹 Itália |
| Categoria | Guerra de minas |
| Subtipo | Caça-minas |
| Fabricante | Intermarine SpA |
| Ano de comissionamento | 1985 |
| Unidades |
El-Kasseh 1 El-Kasseh 2 El-Kasseh 3 M 5552 Milazzo M 5553 Vieste M371 NNS Ohue M372 NNS Barama |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 635 toneladas |
| Alcance | 1500 km a 6 nós |
| Tripulação | 47 membros |
| Largura | 9,56 m (31,4 ft) |
| Comprimento | 49,98 m (164,0 ft) |
| Propulsão | 1 × diesel engine Grandi Motori Trieste GMT BL-230.8M, 1,089 kW (1,460 bhp), driving a single variable pitch propeller; 3 × active rudders by 3 diesel engines Isotta Fraschini ID-36-SS 6V |
| Armamento |
|
| Velocidade máxima | 14 nós |
Descrição
A classe Lerici é uma série de caça-minas projetada e construída pela Intermarine SpA. A Marinha Italiana encomendou os quatro navios iniciais em 1978, com o comissionamento ocorrendo em 1985. Uma segunda série, frequentemente designada como classe Gaeta, seguiu-se com encomendas em 1988 e 1991. O projeto serviu de base para diversas variantes de exportação e subclasses, incluindo as classes Mahamiru (Malásia), Osprey (Estados Unidos), Huon (Austrália), Lat Ya (Tailândia) e Katanpää (Finlândia). A Marinha da República da Coreia opera um derivado não licenciado conhecido como classe Ganggyeong.
As embarcações são construídas para operações de contramedidas de minagem. O sistema de propulsão primário na configuração italiana consiste em um motor diesel que aciona um hélice de passo variável, suplementado por três lemes ativos para manutenção de posição durante a caça às minas. A subclasse Gaeta incorpora um casco mais longo e um mastro de comunicações reposicionado. Existem variações de projeto entre as versões de exportação; a classe malaia Mahamiru utiliza dois motores diesel e eixos independentes, enquanto a classe norte-americana Osprey emprega propulsores cicloidais que eliminam a necessidade de lemes. O equipamento padrão em toda a classe inclui sonar de profundidade variável e veículos operados remotamente (ROVs) para investigação e neutralização de minas, como os sistemas Pluto e Pluto GIGAS. Os navios italianos iniciaram uma atualização de meia-vida em 2010, que incluiu a instalação do sonar Thales 2093 Mk2 e sistemas de gerenciamento de combate atualizados.
A Marinha Italiana comissionou doze navios entre 1985 e 1996. O descomissionamento da primeira série começou em 2015. A Marinha Real da Malásia recebeu quatro navios em 1985, que passaram por um programa de extensão da vida útil em 2008 para atualizar seus sistemas de sonar. A Marinha da Nigéria adquiriu dois navios no final da década de 1980; estes estavam inoperantes em 1996, mas entraram em reforma em 2013. A Marinha dos Estados Unidos operou doze navios da classe Osprey entre 1993 e 2007. Após o descomissionamento, os cascos foram transferidos para as marinhas da Grécia, Lituânia, Turquia, Taiwan e Egito. A Marinha Real Australiana comissionou seis navios da classe Huon entre 1998 e 2002, com a desativação da classe iniciando-se em 2018. A Tailândia opera dois navios da classe Lat Ya comissionados em 1999. A Finlândia comissionou três navios entre 2012 e 2014, e a Argélia opera três navios da variante El-Kasseh.