Classe Niterói (Mk 10)
Resumo
| País de origem | 🇧🇷 Brasil |
| Categoria | Fragata |
| Subtipo | Fragata de mísseis |
| Fabricante | Vosper Thornycroft |
| Ano de comissionamento | 1976 |
| Unidades |
F41 Defensora F42 Constituição F43 Liberal F44 Independência F45 União U27 Brasil |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 3355 toneladas |
| Alcance | 5300 km a 19 nós |
| Autonomia | 45 days |
| Tripulação | 217 membros |
| Largura | 13,5 m (44,3 ft) |
| Comprimento | 129,2 m (423,9 ft) |
| Hangar | • Super Lynx Mk.21B helicopter |
| Propulsão | CODOG: 2 × Rolls-Royce Olympus gas turbines, 4 × MTU diesels |
| Empuxo | 4000 hp |
| Armamento | • 1 × 114 mm Mk 8 gun • Aspide SAM • Exocet missiles • Mk 46 torpedoes |
| Velocidade máxima | 30 nós |
Descrição
As fragatas da classe Niterói compreendem um grupo de navios de guerra construídos para a Marinha do Brasil. Projetadas e construídas pelo estaleiro britânico Vosper Thornycroft (VT) na década de 1970, foram designadas como Mk 10 e são reconhecidas como as maiores de uma série fabricada pela VT para diversas nações, incluindo a Royal Navy.
Esses navios passaram por iniciativas de modernização coletivamente conhecidas como programa 'ModFrag', executadas entre 1996 e 2005, embora tenham ocorrido atrasos devido a restrições financeiras e à necessidade de validar novos softwares por meio de testes de mar. Das seis embarcações construídas, quatro foram fabricadas na Inglaterra, compreendendo duas versões de guerra antissubmarino (ASW) e duas de propósito geral (GP). As duas fragatas ASW restantes foram construídas no Brasil, no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, com o apoio da VT. As fragatas ASW eram originalmente equipadas com um lançador de mísseis Ikara, que foi removido durante a modernização. As versões GP apresentavam um segundo canhão de 4,5 polegadas. Uma sétima embarcação, idêntica às suas irmãs, mas desarmada, foi construída para fins de treinamento.
As fragatas da classe Niterói inicialmente apresentavam divisões de armamento distintas, com os navios ASW ostentando lançadores de mísseis especializados e as embarcações GP beneficiando-se de artilharia adicional. No entanto, a modernização resultou em alterações e remoção de certos armamentos, alinhando a tecnologia e os sistemas de combate com os padrões contemporâneos.
Atualmente, existem planos para substituir três fragatas ativas da classe Niterói pela próxima geração da classe Tamandaré. As fragatas restantes serão revitalizadas e seus sistemas de combate atualizados para o SICONTA MkII Mod. 1, um padrão desenvolvido pela empresa brasileira Akaer Engenharia.