Classe Ropucha (Project 775)
Resumo
| País de origem | 🇨🇳 Ex-URSS |
| Categoria | Navio anfíbio |
| Subtipo | Transporte de Desembarque |
| Fabricante | Stocznia Północna Shipyard |
| Ano de comissionamento | 1974 |
| Unidades |
012 Olenegorsky Gornyak 016 Georgiy Pobedonosets 027 Kondopoga 031 Aleksandr Otrakovsky 066 Oslyabya 077 Peresvet 102 Kaliningrad 110 Aleksandr Shabalin 130 Korolyov 151 Azov 156 Yamal |
Especificações técnicas
| Deslocamento | 4080 toneladas |
| Alcance | 6100 km a 15 nós |
| Autonomia | 30 |
| Tripulação | 98 membros |
| Largura | 15,0 m (49,2 ft) |
| Comprimento | 112,5 m (369,1 ft) |
| Propulsão | 2 × 9,600 hp (7,200 kW) Zgoda-Sulzer 16ZVB40/48 diesel engines |
| Armamento |
|
| Velocidade máxima | 18 nós |
Descrição
A classe Ropucha, designação soviética Projeto 775, é uma série de navios de desembarque construídos para a Marinha Soviética nos estaleiros Stocznia Północna em Gdańsk, Polônia. Desenvolvidos para suceder a classe Polnocny, esses navios entraram em serviço a partir de 1975. A classe consiste no Projeto 775 base (Ropucha I) e no Projeto 775M aperfeiçoado (Ropucha II), que apresenta armamento modificado e maior capacidade de acomodação de tropas. Um total de 28 navios foram concluídos até 1991.
Estas embarcações foram projetadas especificamente para desembarques em praias e operações roll-on/roll-off. Possuem rampas na proa e na popa para facilitar o carregamento e descarregamento de veículos. O convés de veículos estende-se por todo o comprimento do casco, e uma escotilha deslizante localizada acima da seção da proa permite o carregamento por meio de guindastes portuários. Os navios são configurados para transportar carros de combate, veículos blindados de transporte de pessoal ou carga, além de tropas embarcadas. O projeto não inclui instalações para operações de helicópteros.
A Marinha Russa herdou a maioria da classe após a dissolução da União Soviética. Outros operadores incluíram a Marinha Ucraniana e a Marinha do Iêmen; o Iêmen do Sul recebeu uma embarcação em 1979, que serviu até 2002 antes de sua conversão em um navio de carga civil.
O serviço operacional inclui a Guerra Russo-Georgiana, na qual os navios desembarcaram tropas no porto de Poti. A partir de 2013, navios de todas as quatro frotas russas foram utilizados para o transporte de equipamento militar para Tartus durante a intervenção na guerra civil síria. Em 2014, as forças russas capturaram a embarcação ucraniana Kostiantyn Olshansky durante a ocupação da Crimeia.
Durante a invasão em larga escala da Ucrânia, iniciada em 2022, navios da classe Ropucha das frotas do Báltico e do Norte foram destacados para o Mar Negro. Diversas embarcações foram danificadas ou destruídas durante o conflito. O Novocherkassk e o Tsezar Kunikov foram danificados em Berdiansk em 2022; o Novocherkassk foi posteriormente destruído por um ataque aéreo em 2023, e o Tsezar Kunikov foi dado como afundado por drones navais em 2024. O Olenegorsky Gornyak foi danificado por um drone marítimo em Novorossiysk em 2023, enquanto o Minsk sofreu danos pesados em um ataque com mísseis em Sebastopol. Em março de 2024, as forças ucranianas relataram ataques com mísseis contra o Yamal, o Azov e o capturado Konstantin Olshansky.