Military Forces of de Butão 🇧🇹

Panorama da força militar

🛩️ Força aérea 2 aeronaves ativas

Global Military Index

3,8
Classificação mundial: #176
O Índice Militar Global mede a capacidade militar geral de Butão numa escala de 0 a 100, com base em dados verificáveis em seis dimensões.
🪖 Efetivo (15%) 0,0 Ativos, reserva e paramilitares: 0 efetivos
🛡️ Potência de Fogo Terrestre (20%) 0,0 Main battle tanks: 0
⚓ Forças navais (20%) 0,0 Ponderado por tipo de navio: porta-aviões, submarinos, contratorpedeiros...
✈️ Poder aéreo (25%) 15,4 Ponderado por tipo de aeronave: combate, bombardeiros, helicópteros...
☢️ Dissuasão nuclear (10%) 0,0 Sem capacidade nuclear declarada
💰 Orçamento de defesa (10%) 0,0 Dados não disponíveis

Metodologia: Índice composto em escala logarítmica usando dados do SIPRI, IISS e GMNET. Cada pilar é normalizado para 0-100, e então ponderado por importância estratégica.

Geografia

Mapa de Butão
Capital Thimphu
Área terrestre 38.394 km²
Extensão do litoral 0 km

Bandeira nacional

Estatísticas de defesa e indicadores-chave

População 775442 (2021)
PIB $2,8 biliões (2021)
PIB per capita $3571 (2021)
Taxa de inflação 7,35% (2021)
Pessoal militar 6.000 (2000)

Tendências de população e efetivo militar

Tendências de PIB e taxa de inflação

Panorama estratégico em 2026

Posição Estratégica

O Butão ocupa uma posição geográfica sem saída para o mar no Himalaia Oriental, situado entre a República Popular da China, ao norte, e a República da Índia, ao sul, leste e oeste. Esta localização coloca o Estado no centro da competição territorial entre essas duas potências regionais. Uma preocupação primordial de segurança é a demarcação da fronteira norte com a China, especificamente em relação a setores em disputa, como o planalto de Doklam e os vales de Pasamlung e Jakarlung. Estas áreas são adjacentes ao Corredor de Siliguri, uma estreita faixa de território indiano que conecta a Índia continental aos seus estados do nordeste, o que fundamenta o alinhamento estratégico entre Thimphu e Nova Deli.

O Butão mantém uma relação de segurança bilateral única com a Índia, formalizada pelo Tratado de Amizade de 2007. Embora o tratado revisado tenha removido a exigência de que o Butão fosse "guiado" pela Índia em sua política externa, ele estipula que nenhum dos países permitirá o uso de seu território para atividades prejudiciais à segurança nacional e aos interesses do outro. Na prática, a Índia provê a defesa externa do Butão. A Equipe de Treinamento Militar da Índia (IMTRAT) mantém uma presença permanente no país, encarregada do treinamento e do desenvolvimento profissional do pessoal butanês.

A doutrina de defesa concentra-se na proteção da soberania e na segurança interna. As forças militares estão configuradas para gerenciar incursões fronteiriças e manter a estabilidade interna, em vez de se engajarem em conflitos convencionais de larga escala. As prioridades estratégicas envolvem o equilíbrio das relações com a China — marcadas por negociações fronteiriças contínuas — enquanto se mantém a parceria de segurança com a Índia.

Forças Militares

As forças armadas do Butão consistem no Exército Real do Butão (RBA), na Guarda Real (RBG) e na Polícia Real do Butão (RBP). O efetivo total na ativa nessas organizações é de aproximadamente 8.000 militares. Não há uma força aérea ou marinha independente; a Força Aérea Indiana fornece suporte aéreo e capacidades de transporte sob acordos bilaterais.

O Exército Real do Butão é uma força de infantaria leve organizada em diversas alas e destacamentos especializados. Seu papel principal é a segurança das fronteiras e a proteção da integridade territorial. A Guarda Real é uma unidade de elite dedicada à proteção do Druk Gyalpo (Rei) e da família real. Embora a Polícia Real do Butão funcione como uma agência de aplicação da lei sob o Ministério do Interior e Assuntos Culturais, ela serve como uma força de reserva paramilitar e recebe treinamento militar básico.

O inventário militar é composto primordialmente por armas de infantaria leve e equipamentos adequados para terreno montanhoso. O RBA opera veículos blindados de transporte de pessoal, incluindo variantes do BTR-60 e BTR-80. A logística e o transporte são apoiados por uma pequena frota de helicópteros utilitários, incluindo o Mil Mi-8 e o Mi-17, frequentemente operados ou mantidos em coordenação com a assistência indiana. Sistemas de comunicação e peças de artilharia leve também estão integrados às formações de infantaria.

As capacidades especializadas são limitadas, embora o RBA mantenha proficiência em guerra de montanha devido à geografia do país. Não há um comando cibernético doméstico ou capacidade nuclear. O pessoal participa de operações de manutenção da paz das Nações Unidas, o que proporciona exposição aos padrões operacionais internacionais.

Tendências Estratégicas

A principal tendência estratégica em 2025 e 2026 é a aceleração do desenvolvimento de infraestrutura fronteiriça. O Butão aumentou a densidade de postos avançados ao longo de suas fronteiras norte e oeste em resposta à expansão da infraestrutura chinesa em territórios disputados. Isso inclui a construção de estradas e estruturas permanentes para facilitar a movimentação rápida de tropas e o monitoramento.

As negociações de fronteira com a China representam um esforço diplomático e estratégico central. Em 2025, as conversas de nível técnico continuaram em relação a um "roteiro de três etapas" visando resolver a disputa fronteiriça. Autoridades butanesas buscam um acordo que preserve a integridade territorial, evitando o envolvimento nas tensões sino-indianas mais amplas.

Os esforços de modernização são modestos e focam em comunicações, vigilância e equipamentos individuais para unidades de infantaria. As aquisições são fortemente subsidiadas ou provenientes da Índia. O orçamento de defesa permanece consistente como percentual do PIB, refletindo uma prioridade no desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que mantém uma capacidade básica de dissuasão e segurança interna.

Uma mudança recente na postura de defesa envolve o projeto Gyalpozhing e iniciativas relacionadas ao serviço nacional, projetadas para treinar jovens em diversas habilidades, incluindo segurança básica e resposta a desastres. Isso reflete um esforço para ampliar a base de cidadãos capazes de apoiar a defesa nacional e a proteção civil durante emergências, sem expandir significativamente o exército profissional permanente. As limitações de pessoal continuam sendo um desafio, visto que a pequena população limita a escala da força voluntária. O Butão permanece dependente da Índia para capacidades avançadas de vigilância, defesa aérea e guerra eletrônica.

População, PIB, inflação e efetivo: Banco Mundial.
Gastos militares: SIPRI Milex. Sugerir uma alteração