Forças militares das Ilhas Faroé 🇫🇴
Panorama da força militar
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Estatísticas de defesa e indicadores-chave
| População | 53315 (2021) |
| PIB | $3,7 biliões (2021) |
| PIB per capita | $68737 (2021) |
Panorama estratégico em 2026
Posição estratégica
As Ilhas Faroé ocupam uma posição central na Lacuna GIUK (Groenlândia-Islândia-Reino Unido), um ponto de estrangulamento marítimo obrigatório para os meios da Frota do Norte russa que pretendem aceder ao Atlântico Norte. Esta localização torna o arquipélago um ponto nevrálgico para a consciência situacional marítima e para as operações de guerra antissubmarina (ASW) da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Sendo um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, as Ilhas Faroé estão integradas na OTAN através da adesão dinamarquesa. Embora o governo faroense detenha controlo autónomo sobre a maioria dos assuntos internos, a defesa continua a ser uma competência do Ministério da Defesa da Dinamarca. No entanto, acordos bilaterais recentes entre Tórshavn e Copenhaga concederam ao governo faroense um papel mais relevante nas decisões de política externa e de segurança que afetam as ilhas.
As principais preocupações de segurança centram-se na proteção de cabos de fibra ótica submarinos e na monitorização do aumento da atividade naval e aérea russa no Alto Norte. A doutrina de defesa foca-se na vigilância, na imposição da soberania e em operações de busca e salvamento (SAR). Em 2025 e 2026, a prioridade estratégica deslocou-se para o reforço da "presença persistente" na região, refletindo os esforços mais amplos da OTAN para assegurar os corredores do Ártico e do Atlântico Norte.
Forças militares
As Ilhas Faroé não possuem forças armadas permanentes independentes. A defesa nacional é assegurada pela Defesa Dinamarquesa (Forsvaret), especificamente através do Comando Ártico Conjunto (Arktisk Kommando), que está sediado em Nuuk, na Groenlândia, mas mantém uma ligação e presença operacional em Tórshavn.
Pessoal e estrutura de comando Não existem unidades militares permanentes especificamente faroenses. O pessoal militar dinamarquês está destacado nas ilhas em regime de rotatividade ou de permanência para operar instalações de vigilância e apoiar operações marítimas. A população faroense não está sujeita ao recrutamento obrigatório, embora os cidadãos possam voluntariar-se para as Forças Armadas Dinamarquesas.
Meios navais e da guarda costeira A Marinha Dinamarquesa mantém presença nas águas das Faroé utilizando navios com capacidade ártica. Estes meios incluem tipicamente: - Navios-patrulha da classe Knud Rasmussen: Equipados para operações em águas com gelo e patrulhamento de soberania. - Fragatas da classe Thetis: Navios polivalentes utilizados para fiscalização de pescas e vigilância marítima. - Helicópteros MH-60R Seahawk: Operados a partir de navios da marinha dinamarquesa para missões SAR e vigilância de superfície.
A segurança marítima interna e a fiscalização das pescas são conduzidas pela Guarda Costeira das Faroé (Vørn). Esta organização civil opera navios de patrulha oceânica, como o Brimil e o Tjaldur, e mantém uma frota de helicópteros SAR, principalmente o Airbus H175. Embora seja uma entidade civil, a Vørn coordena-se estreitamente com o Comando Ártico dinamarquês durante emergências marítimas ou incidentes de segurança.
Vigilância aérea e de radar A defesa e vigilância aérea são geridas através da estação de radar de Sornfelli. Após vários anos inativa, a estação foi modernizada para integrar os seus dados no Sistema Integrado de Defesa Aérea e de Mísseis da OTAN (NATINAMDS). A estação assegura uma cobertura de vigilância aérea de longo alcance sobre o Atlântico Norte, preenchendo uma lacuna no flanco norte da aliança.
Tendências estratégicas
A atual postura de defesa é definida pela remilitarização do Atlântico Norte. Ao abrigo do Acordo de Defesa Dinamarquês 2024–2033, foram alocadas verbas significativas para a "vigilância do Ártico e do Atlântico Norte", o que tem impacto direto nas infraestruturas faroenses.
Modernização e infraestruturas A principal prioridade de aquisição é a atualização técnica da instalação de radar de Sornfelli. Testes operacionais realizados em 2025 confirmaram a capacidade da estação para detetar alvos aéreos de longo alcance e alta altitude, fornecendo ao governo faroense e à OTAN um quadro aéreo em tempo real. Adicionalmente, está em curso uma iniciativa para melhorar as capacidades de vigilância submarina. Esta envolve a instalação de sensores acústicos e o emprego de veículos submarinos não tripulados (UUVs) para monitorizar o tráfego marítimo e proteger as infraestruturas de telecomunicações submarinas contra sabotagem.
Tendências orçamentais e políticas Embora as Ilhas Faroé não possuam um orçamento de defesa próprio, o orçamento de defesa dinamarquês — que financia as atividades nas ilhas — está a convergir para os 2% do PIB, em alinhamento com as metas da OTAN. Localmente, o governo faroense aumentou o financiamento para a Guarda Costeira (Vørn) de modo a expandir as suas capacidades de consciência situacional marítima.
Limitações A principal limitação à atividade militar é o debate político interno sobre o nível de integração militar. Embora o restabelecimento do radar de Sornfelli tenha sido consensual, algumas fações políticas faroenses expressam preocupação com a possibilidade de as ilhas se tornarem um alvo num eventual conflito. Consequentemente, a postura de defesa enfatiza a "baixa tensão" através de vigilância defensiva, em detrimento do estacionamento permanente de unidades de combate ofensivas.
Tendências de população e efetivo militar
Tendências de PIB e taxa de inflação
Gastos militares: SIPRI Milex.