Military Forces of de Guiana 🇬🇾

Panorama da força militar

🛩️ Força aérea 4 aeronaves ativas
🪖 Tropas ativas 3.400 efetivo
⛑️ Tropas da reserva 670 efetivo

Global Military Index

15,9
Classificação mundial: #148
O Índice Militar Global mede a capacidade militar geral de Guiana numa escala de 0 a 100, com base em dados verificáveis em seis dimensões.
🪖 Efetivo (15%) 51,0 Ativos, reserva e paramilitares: 3735 efetivos
🛡️ Potência de Fogo Terrestre (20%) 0,0 Main battle tanks: 0
⚓ Forças navais (20%) 0,0 Ponderado por tipo de navio: porta-aviões, submarinos, contratorpedeiros...
✈️ Poder aéreo (25%) 18,9 Ponderado por tipo de aeronave: combate, bombardeiros, helicópteros...
☢️ Dissuasão nuclear (10%) 0,0 Sem capacidade nuclear declarada
💰 Orçamento de defesa (10%) 35,5 $202M gastos militares anuais

Metodologia: Índice composto em escala logarítmica usando dados do SIPRI, IISS e GMNET. Cada pilar é normalizado para 0-100, e então ponderado por importância estratégica.

Geografia

Mapa de Guiana
Capital Georgetown
Área terrestre 196.849 km²
Extensão do litoral 459 km

Bandeira nacional

Estatísticas de defesa e indicadores-chave

População 826353 (2023)
PIB $17,2 biliões (2023)
PIB per capita $20765 (2023)
Orçamento militar $201,8 milhões (2024)
Participação do PIB em gastos militares 0,9% (2024)
Participação nos gastos do governo 3,7% (2024)
Gastos militares per capita $244 (2024)
Taxa de inflação 2,9% (2024)
Pessoal militar 3.000 (2020)

Histórico do orçamento militar guianense

Tendências de população e efetivo militar

Tendências de PIB e taxa de inflação

Panorama estratégico em 2026

Posição Estratégica

A Guiana ocupa uma posição geopolítica central na costa norte da América do Sul, caracterizada por uma disputa territorial persistente com a Venezuela sobre a região do Essequibo. Esta reivindicação, que abrange dois terços do território guianense, continua sendo o principal motor da política de defesa nacional. No início de 2026, o cenário de segurança regional sofreu uma mudança fundamental após a transição política na Venezuela, o que reduziu a ameaça imediata de incursão militar convencional e de bloqueios marítimos no Oceano Atlântico. Apesar dessa mudança, a Guiana mantém uma postura de alto estado de prontidão para salvaguardar suas fronteiras soberanas e sua infraestrutura de hidrocarbonetos.

A Guiana é membro da Comunidade do Caribe (CARICOM) e do Sistema de Segurança Regional (RSS), sendo que este último fornece uma estrutura para defesa coletiva e cooperação de segurança regional. As relações bilaterais de segurança são a base da estratégia de defesa da Guiana, especificamente com os Estados Unidos, o Reino Unido, o Brasil e a França. No final de 2025, a Guiana assinou uma Declaração de Intenções com os Estados Unidos para integrar-se à estratégia de segurança "Southern Spear" (Lança do Sul), uma iniciativa que visa fortalecer as parcerias de defesa no Hemisfério Ocidental. A Guiana também mantém cooperação de defesa com a Índia, focada principalmente em treinamento técnico e aquisição de material militar.

Forças Militares

A Força de Defesa da Guiana (GDF) é uma organização militar unificada sob o comando do Chefe do Estado-Maior de Defesa. A GDF consiste nas Forças Terrestres, Guarda Costeira e Corpo Aéreo, com um efetivo total, entre ativos e reserva, de aproximadamente 4.500 militares. A força encontra-se em fase de transição, migrando de uma função de policiamento (constabulária) para uma postura de defesa convencional.

Forças Terrestres As Forças Terrestres estão organizadas em batalhões de infantaria, incluindo o 1º e o 2º Grupos de Batalhão de Infantaria, apoiados pelo especializado 31º Esquadrão de Forças Especiais. O corpo de engenharia tem a tarefa de fornecer apoio tático e desenvolver a infraestrutura nacional. A GDF opera veículos blindados de reconhecimento EE-9 Cascavel e veículos blindados de transporte de pessoal EE-11 Urutu, de fabricação brasileira. Os ativos de artilharia incluem obuseiros rebocados D-30 e diversos sistemas de morteiros.

Guarda Costeira A Guarda Costeira é responsável por patrulhar a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Guiana e proteger os ativos de petróleo e gás offshore. A frota é composta primordialmente por navios-patrulha e interceptores. Os principais meios incluem o GDFS Shahoud, um navio-patrulha oceânico da classe Defiant 115, e o GDFS Berbice, uma embarcação de patrulha de 35 metros. A GDF está integrando atualmente um navio-patrulha oceânico (OPV 190) de 58 metros, encomendado ao estaleiro francês OCEA, para ampliar a vigilância marítima de longo alcance e a fiscalização.

Corpo Aéreo O Corpo Aéreo provê capacidades de transporte, vigilância e evacuação aeromédica (EVAM). Os ativos de asa fixa incluem aeronaves Beechcraft Super King Air 350 e HAL-228 (Dornier). Em 2025, o Corpo Aéreo comissionou aeronaves italianas Tecnam P2012 STOL para facilitar operações no interior e em postos fronteiriços remotos. A frota de asas rotativas consiste em helicópteros Bell 412, Bell 429 e Bell 206, utilizados para desdobramento rápido de tropas e missões de busca e salvamento (SAR).

Indústria de Defesa

A Guiana carece de um setor doméstico de fabricação de armas e é inteiramente dependente de importações estrangeiras para suprir suas necessidades de material militar. A aquisição é diversificada entre vários fornecedores principais, incluindo os Estados Unidos para equipamentos marítimos e de vigilância, a Índia para aeronaves de transporte e a França para navios-patrulha oceânicos. Há discussões em andamento sobre o estabelecimento de instalações domésticas de manutenção e reparo em parceria com estaleiros estrangeiros, especificamente a empresa francesa OCEA, para fornecer sustentação logística local à crescente frota marítima.

Tendências Estratégicas

A GDF está passando atualmente por um programa de modernização sem precedentes, apoiado por aumentos significativos nos gastos de defesa. Entre 2021 e 2025, o orçamento militar cresceu mais de 800% em termos proporcionais, atingindo aproximadamente US$ 250 milhões (GY$ 50,4 bilhões) em 2025. Este crescimento está diretamente ligado à expansão da economia guianense impulsionada pelo petróleo.

As prioridades de modernização para 2026 incluem: * Vigilância e Inteligência: Aquisição de sistemas de radar costeiro e veículos aéreos não tripulados (VANTs) de longa autonomia para monitorar as fronteiras marítimas e terrestres. * Infraestrutura: Construção de um novo quartel-general de defesa nacional e ampliação de hangares no Aeroporto Internacional Eugene F. Correia. * Expansão do Efetivo: Aumento do recrutamento e criação do Instituto de Defesa Nacional para profissionalizar o corpo de oficiais por meio de programas de treinamento locais e internacionais. * Integração Tecnológica: Investimento em segurança cibernética e ferramentas digitais para combater o crime transnacional e ameaças eletrônicas.

O principal limitador continua sendo a capacidade de absorção técnica da força, uma vez que a rápida aquisição de hardware avançado exige um aumento proporcional no treinamento especializado para pilotos, engenheiros e pessoal de manutenção.

População, PIB, inflação e efetivo: Banco Mundial.
Gastos militares: SIPRI Milex. Sugerir uma alteração