Míssil OTR-23 Oka (SS-23 Spider)
Resumo
| Designação da OTAN | SS-23 Spider |
| Categoria | Mísseis Balístico |
| Subtipo | Míssil balístico tático |
| País de origem | 🇨🇳 Ex-URSS |
| Fabricante | KBM |
| Status | Retired |
| Ano de serviço | 1980 |
| Número produzido | 450 unidades |
Especificações técnicas
| Ogiva | Conventional or Fragmentation or Nuclear |
| Diâmetro | 890 mm (35,0 in) |
| Comprimento | 7.320 mm (288,2 in) |
| Peso | 4.360 kg (9.612 lb) |
| Alcance | 400 km (249 mi) |
Operators
Descrição
O desenvolvimento do OTR-23 Oka teve início em 1972 para substituir o R-17 Elbrus. O projeto visava solucionar as limitações dos sistemas anteriores de combustível líquido, como os longos tempos de preparação para o lançamento e o manuseio perigoso do combustível. O sistema entrou em serviço em 1980.
O OTR-23 é um sistema móvel de mísseis balísticos de teatro que utiliza um motor de propelente sólido de estágio único com quatro bocais de exaustão. O míssil é lançado a partir de um veículo transportador-eretor-lançador 9P71, baseado em um chassi anfíbio 8x8 BAZ-6944, que oferece proteção QBRN e mantém o míssil em um ambiente fechado com temperatura controlada. A orientação é realizada por uma plataforma inercial integrada a um computador digital de bordo e busca por radar ativo de ondas milimétricas. O sistema foi projetado para engajar alvos estáticos fortificados, como centros de comando e aeródromos, bem como alvos móveis. O míssil pode ser preparado para o lançamento em menos de 30 minutos. As opções de ogiva incluem fragmentação de alto explosivo, químicas e munições cluster contendo 95 submunições. A variante com ogiva nuclear é designada 9M714B e utiliza a ogiva 9M63. A documentação também indica a disponibilidade de uma ogiva de penetração no solo para aplicações convencionais e nucleares.
A União Soviética mobilizou o sistema durante a última década da Guerra Fria. O sistema também foi transferido para diversos Estados do Pacto de Varsóvia, incluindo a Bulgária, a Tchecoslováquia e a Alemanha Oriental. Essas transferências tornaram-se um ponto de discórdia diplomática durante as negociações do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), visto que a União Soviética informou aos Estados Unidos, em 1990, sobre a transferência clandestina de pelo menos 120 mísseis para esses países. Embora os mísseis tenham sido transferidos com ogivas convencionais, o equipamento necessário para o carregamento de ogivas nucleares foi mantido. O sistema foi retirado de serviço pela União Soviética conforme determinado pelo Tratado INF. Os Estados sucessores e antigos membros do Pacto de Varsóvia desativaram seus estoques nos anos seguintes; a Alemanha Oriental e a República Tcheca descomissionaram o sistema na década de 1990, seguidas pela Eslováquia em 2000 e pela Bulgária em 2002.