Classe Estienne d’Orves (Type A69)

Resumo

País de origem 🇫🇷 França
Categoria Fragata
SubtipoFragata de mísseis
FabricanteArsenal de Lorient
Ano de comissionamento1976
UnidadesD'Estienne d'Orves, Amyot d'Inville, Drogou, Détroyat, Jean Moulin, Quartier-Maître Anquetil, Commandant de Pimodan, Second-Maître Le Bihan, Lieutenant de vaisseau Le Hénaff, Lieutenant de vaisseau Lavallée, Commandant L'Herminier, Premier-Maître L'Her, Commandant Blaison, Enseigne de vaisseau Jacoubet, Commandant Ducuing, Commandant Birot, Commandant Bouan, ARA Drummond, ARA Guerrico, ARA Granville

Operators

🇦🇷 Argentina • 🇫🇷 França • 🇹🇷 Turquia • 🇿🇦 África do Sul

Especificações técnicas

Deslocamento1100 toneladas
Alcance 4500 km a 15 nós
Tripulação90 membros
Largura10,3 m (33,8 ft)
Comprimento80,0 m (262,5 ft)
Propulsão

2 SEMT Pielstick 12 PC 2 V400 diesel engines, 8,900 kW (12,000 bhp), 2 shafts

Empuxo840 hp
Armamento
  • 2 Exocet MM38 SSMs
  • 1 x 100 mm CADAM gun turret
  • 2 x 20 mm modèle F2 guns
  • 4 x 12.7 mm machine guns
  • 4 x L3 or L5 type torpedoes
  • 1 x sextuple Bofors 375 mm rocket launcher
Velocidade máxima23 nós
Foto da classe Estienne d’Orves

Descrição

A classe D'Estienne d'Orves, também designada como tipo A69, é uma série de avisos desenvolvida para a Marinha Francesa para substituir os escoltadores das classes E 50 e E 52. Construídos pelo Arsenal de Lorient, os navios foram projetados para guerra antissubmarina costeira e missões de patrulha colonial. A classe recebeu o nome de Honoré d'Estienne d'Orves, um oficial naval francês.

O projeto enfatiza a autonomia e a confiabilidade para presença no ultramar e missões de escolta em alto-mar, incluindo o apoio à Força Oceânica Estratégica. A propulsão é fornecida por motores a diesel que acionam dois eixos com hélices de passo controlável. Essa configuração mecânica foi escolhida para privilegiar o raio de ação em detrimento da velocidade máxima. A maioria das embarcações da classe é equipada com estabilizadores de aletas.

A suíte de armamento original consistia em uma torre de canhão principal, canhões secundários, metralhadoras e mísseis superfície-superfície. As capacidades antissubmarinas incluíam um sonar de casco, tubos fixos lança-torpedos e um lança-foguetes controlado remotamente. A suíte eletrônica compreende radares de vigilância aérea e de superfície, sistemas de direção de tiro e radar de navegação. O equipamento de defesa inclui interceptadores de radar, lançadores de despistadores (decoys) e sistemas de contramedidas acústicas.

Diversas modificações foram implementadas durante a vida útil da classe. As chaminés foram elevadas para melhorar a dispersão dos gases de exaustão, e certas unidades receberam terminais de comunicação via satélite. Em 2009, a Marinha Francesa reclassificou as unidades remanescentes como navios de patrulha oceânica. Durante essa transição, os navios foram despojados de seus mísseis superfície-superfície e armamentos antissubmarinos pesados, embora tenham mantido o sonar de casco para operações costeiras.

Um total de 20 navios foram concluídos. Além da Marinha Francesa, a classe foi adotada pelas marinhas da Argentina e da Turquia. A Argentina adquiriu três unidades, incluindo duas originalmente encomendadas pela Marinha da África do Sul que foram desviadas após sanções das Nações Unidas. A Turquia adquiriu seis ex-navios da Marinha Francesa a partir de 2000 para realizar patrulhas costeiras. A Marinha Francesa iniciou a retirada gradual da classe em 2024, com as últimas unidades programadas para desativação até 2027, para serem substituídas por uma nova classe de navios de patrulha. As unidades argentinas foram retiradas de serviço até 2024.

Wikipédia e outras fontes abertas. Última atualização em 18 Janeiro 2026. Sugerir uma alteração