Classe Foxtrot
Resumo
| País de origem | 🇨🇳 Ex-URSS |
| Categoria | Submarino |
| Subtipo | Submarino de ataque |
| Fabricante | Sudomekh |
| Ano de comissionamento | 1958 |
| Unidades | B-94, B-95, B-36, B-37, B-133, B-135, B-139, B-116, B-130, B-85, B-59, B-156, B-153, B-164, B-33, B-105, B-169, B-38, B-53, B-50, B-8, B-31, B-2, B-55, B-98, B-101, B-6, B-103, B-109, B-107, B-112, B-25, B-205, B-143, B-15, B-427, B-39, B-440, B-435, B-9, B-4, B-57, B-7, B-21, B-26, B-28, B-34, B-40, B-29, B-41, B-46, B-49, B-397, B-400, B-413, B-416, B-213, B-409 |
Especificações técnicas
| Deslocamento | 1983 toneladas |
| Deslocamento submerso | 2515 toneladas |
| Alcance | 20000 km a 8 nós |
| Autonomia | 10 |
| Tripulação | 78 membros |
| Largura | 7,4 m (24,3 ft) |
| Comprimento | 89,9 m (294,9 ft) |
| Profundidade máxima | 296 m (971,1 ft) |
| Propulsão | 3 × Kolomna 2D42M 2,000 hp (1,500 kW) diesel engines; 3 × Electric motors (two 1,350 hp and one 2,700 hp); 1 × 180 hp auxiliary motor; 3 shafts |
| Armamento |
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| Velocidade máxima | 16 nós |
| Velocidade máx. submersa | 15 nós |
Descrição
A classe Foxtrot, designada Projeto 641 pela União Soviética, foi uma classe de submarinos de patrulha diesel-elétricos desenvolvida para substituir a anterior classe Zulu. O projeto corrigiu deficiências estruturais e problemas de vibração harmônica que limitavam a profundidade operacional e a velocidade em imersão de seu antecessor. A construção ocorreu na divisão Sudomekh do Estaleiro do Almirantado, em Leningrado. A primeira embarcação teve sua quilha batida em 1957 e foi incorporada em 1958, com a produção estendendo-se até 1983.
O projeto utilizava um sistema de propulsão de três eixos com hélices de seis pás. O Projeto 641 esteve entre os últimos projetos soviéticos introduzidos antes da adoção do casco em formato de gota, e sua configuração de três hélices tornava a classe mais ruidosa que os submarinos ocidentais contemporâneos. O arranjo interno apresentava três conveses, dois dos quais dedicados às baterias. Essa configuração proporcionava uma autonomia submersa prolongada, embora o peso das baterias limitasse a velocidade média durante operações em imersão máxima. As condições a bordo eram caracterizadas pelo espaço interno restrito e acomodações exíguas para a guarnição.
Um total de 75 unidades foram concluídas. Embora a maioria tenha servido na Marinha Soviética, a classe também foi exportada para as marinhas da Índia, Líbia e Cuba. A Índia operou variantes conhecidas como as classes Kalvari e Vela. Após a dissolução da União Soviética, as embarcações foram operadas pelas marinhas russa, polonesa e ucraniana.
A classe foi mobilizada durante a Crise dos Mísseis de Cuba em 1962, quando quatro submarinos do Projeto 641 da 69ª Brigada de Submarinos — B-4, B-36, B-59 e B-130 — foram enviados para a região. Durante a crise, contratorpedeiros da Marinha dos EUA utilizaram cargas de profundidade de exercício para forçar os submarinos a emergir para identificação. Três das quatro embarcações foram forçadas a vir à superfície, enquanto uma evadiu as forças americanas. Eventualmente, todas as quatro receberam ordens de retornar aos portos soviéticos.
A Marinha Russa retirou suas últimas unidades Foxtrot de serviço entre 1995 e 2000. Em 1997, uma embarcação foi transferida para a Ucrânia e renomeada como Zaporizhzhia. Este submarino foi posteriormente capturado por forças russas durante a anexação da Crimeia em 2014. Diversas unidades estão preservadas como navios-museu, com exemplares localizados na Rússia, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.