Classe Leander
Resumo
| País de origem | 🇬🇧 Reino Unido |
| Categoria | Destróier |
| Subtipo | Contratorpedeiro de mísseis |
| Fabricante | Harland & Wolff Ltd |
| Ano de comissionamento | 1963 |
| Unidades | Leander, Dido, Penelope, Ajax, Aurora, Galatea, Euryalus, Naiad, Arethusa, Cleopatra, Phoebe, Minerva, Sirius, Juno, Argonaut, Danae, Charybdis, Hermione, Jupiter, Bacchante, Andromeda, Scylla, Achilles, Diomede, Apollo, Ariadne, Waikato, Canterbury |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 2350 toneladas |
| Alcance | 4000 km a 15 nós |
| Tripulação | 260 membros |
| Largura | 12,5 m (41,0 ft) |
| Comprimento | 113,4 m (372,0 ft) |
| Hangar |
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| Propulsão | 2 Babcock & Wilcox oil-fired boilers, geared steam turbines, 22,370 kilowatts (30,000 hp), 2 shafts |
| Empuxo | 2500 hp |
| Armamento |
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| Velocidade máxima | 27 nós |
Descrição
As fragatas da classe Leander, ou Tipo 12I (Aperfeiçoada), foram desenvolvidas para a Marinha Real Britânica com o objetivo de fornecer uma plataforma de emprego geral que combinasse funções antissubmarino, antiaérea e de direção de aeronaves. O projeto baseou-se no casco e no maquinário de turbinas a vapor da predecessora classe Whitby (Tipo 12), mas incorporou um layout mais versátil. A classe foi construída em três lotes entre 1959 e 1973.
O projeto apresentava um convés corrido e uma superestrutura em bloco único à meia-nau, o que melhorou a visibilidade do passadiço em comparação com modelos anteriores. Um hangar e um convoo foram integrados à popa para operar um helicóptero leve antissubmarino. Para defesa nuclear, biológica e química, os navios foram construídos sem vigias e eram totalmente climatizados. A propulsão era fornecida por duas caldeiras a óleo e turbinas a vapor com engrenagens redutoras.
A classe passou por diversos programas de modernização para integrar sistemas de armas em evolução. As embarcações iniciais eram equipadas com um reparo de canhão principal e mísseis superfície-ar Seacat. As reformas do Lote 1 substituíram o canhão pelo sistema de mísseis antissubmarino Ikara e adicionaram um sistema automatizado de dados de armas. As conversões dos Lotes 2 e 3 substituíram o canhão por mísseis antinavio Exocet e conferiram a capacidade de operar o helicóptero Lynx. As unidades do Lote 3 foram construídas com uma boca mais larga e utilizaram o sistema de mísseis superfície-ar Seawolf. Durante a década de 1980, cinco unidades foram equipadas com sonares passivos de matriz rebocada para detecção de submarinos a longa distância. Uma embarcação, o HMS Juno, foi convertida em navio de instrução de navegação, o que envolveu a remoção de seu armamento e a ampliação do convoo.
O serviço operacional incluiu desdobramentos durante o confronto entre Indonésia e Malásia e as Guerras do Bacalhau de 1973 e 1975–1976, onde os navios foram utilizados para a proteção de pescas. Durante a Guerra das Malvinas, em 1982, quatro membros da classe participaram das operações. O HMS Argonaut sofreu danos em ataques aéreos no Estreito de San Carlos, enquanto o HMS Andromeda, equipado com o sistema Seawolf, forneceu defesa aérea para o grupo de tarefa do porta-aviões. O HMS Ariadne utilizou sistemas especializados de guerra eletrônica durante o conflito.
O projeto Leander foi utilizado por diversas marinhas internacionais. A Marinha Real da Nova Zelândia e a Marinha do Chile operaram a classe, enquanto variantes construídas sob licença serviram na Austrália como classe River, na Índia como classe Nilgiri e nos Países Baixos como classe Van Speijk. Unidades da Marinha Real Britânica foram posteriormente vendidas para as marinhas do Equador, Paquistão e Indonésia. A Marinha Real descomissionou seus últimos navios da classe Leander em 1993. As embarcações retiradas de serviço foram subsequentemente utilizadas como alvos, desmanchadas ou afundadas para a criação de recifes artificiais no Reino Unido e na Nova Zelândia.