Classe Sheffield (Type 42)
Resumo
| País de origem | 🇬🇧 Reino Unido |
| Categoria | Destróier |
| Subtipo | Contratorpedeiro de mísseis |
| Fabricante | Vickers |
| Ano de comissionamento | 1975 |
| Unidades | Sheffield, Birmingham, Newcastle, Coventry, Glasgow, Cardiff, Exeter, Southampton, Liverpool, Nottingham, Manchester, York, Gloucester, Edinburgh, Hércules, Santísima Trinidad |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 4200 toneladas |
| Alcance | 4200 km a 18 nós |
| Tripulação | 253 membros |
| Largura | 14,3 m (46,9 ft) |
| Comprimento | 125,6 m (412,1 ft) |
| Hangar |
|
| Propulsão | 2 shafts COGOG; 2 × Rolls-Royce Olympus TM3B high-speed gas turbines (50,000 shp); 2 × Rolls-Royce Tyne RM1C cruise gas turbines (5,340 shp) |
| Armamento | |
| Velocidade máxima | 30 nós |
Descrição
O Type 42, ou classe Sheffield, é um contratorpedeiro de mísseis guiados desenvolvido para a Marinha Real Britânica e para a Marinha Argentina. Concebido no final da década de 1960 após o cancelamento da classe Type 82, o projeto focava na defesa aérea da frota. A classe destinava-se a fornecer proteção de área para grupos de tarefa navais utilizando o sistema de mísseis Sea Dart.
A construção ocorreu em três lotes de produção. Para cumprir restrições orçamentárias, os navios dos Lotes 1 e 2 foram projetados com um casco mais curto, enquanto as embarcações do Lote 3 foram alongadas para melhorar o comportamento no mar e permitir futuras atualizações. A classe utilizava um sistema de propulsão COGOG (Combined Gas or Gas), contando com turbinas a gás tanto para navegação de cruzeiro quanto para requisitos de alta velocidade. Para sua função principal de defesa aérea, a classe portava um lançador duplo para mísseis superfície-ar, apoiado por radares de controle de tiro e de vigilância. Outros equipamentos incluíam um canhão naval, tubos de torpedo antissubmarino nas unidades britânicas e um convés de voo com hangar para um helicóptero. Os navios argentinos foram equipados com lançadores de mísseis antinavio. Após as operações em 1982, a frota remanescente recebeu modificações que incluíram a instalação de sistemas de defesa aproximada (CIWS) e equipamentos aprimorados de guerra eletrônica.
Dezesseis navios foram concluídos. A classe serviu como a principal plataforma de defesa aérea para as operações navais britânicas durante a Guerra Fria e períodos subsequentes. Durante a Guerra das Malvinas, em 1982, cinco Type 42 britânicos foram mobilizados, registrando sete interceptações de aeronaves. Duas embarcações, o HMS Sheffield e o HMS Coventry, foram perdidas durante o conflito. Esta guerra foi o primeiro caso em que navios da mesma classe foram operados por marinhas oponentes. Na Guerra do Golfo de 1991, a classe forneceu defesa aérea para as forças da coalizão, incluindo a interceptação bem-sucedida de um míssil antinavio lançado de terra.
Além de operações de combate, a classe realizou desdobramentos de grupos de tarefa, patrulhas de combate ao narcotráfico e exercícios da OTAN. O serviço britânico foi encerrado em 2013, quando as embarcações foram substituídas pela classe Type 45. A Marinha Argentina aposentou seus navios entre 2004 e 2024. Um navio argentino foi convertido para uso como transporte multipropósito antes de ser retirado de serviço, enquanto o outro foi utilizado para o fornecimento de peças de reposição e acabou afundando em seu cais de atracação.