Astros II
Resumo
| País de origem | 🇧🇷 Brasil |
| Categoria | Lançador múltiplo de foguetes |
| Subtipo | Lançador múltiplo de foguetes autopropulsado |
| Fabricante | Avibras |
Especificações técnicas
| Alcance | 300 km |
| Arma 1 | SS-AV-40G 180 mm GPS-guided rocket |
| Arma 2 | SS-150 450 mm rockets |
| Arma 3 | AVMT-300 cruise missile |
| Arma 4 | SS-80G 300 mm GPS-guided rocket |
Operadores históricos
Perfil de Astros II
Descrição
O Astros II (Artillery SaTuration ROcket System) é um sistema brasileiro de lançamento múltiplo de foguetes autopropulsado, produzido pela Avibras. Foi desenvolvido sobre o veículo todo-terreno Tectran VBT-2028 6×6, que utilizava o chassi do caminhão Mercedes-Benz 2028. O sistema entrou em serviço no Exército Brasileiro no início da década de 1990.
A plataforma emprega um design modular capaz de disparar foguetes com calibres que variam de 127 mm a 450 mm. Um sistema completo consiste em um veículo de comando e controle de nível batalhão (AV-VCC) e três baterias. Cada bateria contém veículos de comando de nível bateria (AV-PCC), veículos de controle de tiro por radar (AV-UCF), lançadores múltiplos universais (AV-LMU), veículos de remuniciamento (AV-RMD), oficinas de manutenção de campanha (AV-OFVE) e estações meteorológicas móveis (AV-MET). Todos os veículos do sistema são transportáveis por aeronaves C-130 Hercules. Os veículos de remuniciamento transportam até duas recargas completas para os lançadores. A blindagem dos veículos consiste em material composto leve, projetado para proteção contra disparos de armas leves.
A versão Mk6, também designada como Astros 2020, utiliza chassis Tatra 815-7 4×4 e 6×6. Esta iteração apresenta uma cabine blindada aprimorada, além de sistemas digitais de comunicação e navegação. Incorpora o Sistema de Medição Militar Fieldguard 3 da Rheinmetall Air Defence para rastreamento, substituindo o antigo sistema Contraves Fieldguard. O Mk6 foi projetado para integração com os foguetes guiados por GPS SS-AV-40G e SS-150, o míssil de cruzeiro AV-TM 300, o míssil antinavio MANSUP e mísseis multipropósito guiados por fibra óptica (FOG MPM/MLM).
O Astros II é operado pelo Exército Brasileiro e pelo Corpo de Fuzileiros Navais. Foi exportado para diversos países, incluindo Arábia Saudita, Malásia, Indonésia, Catar e Bahrein. O Iraque operou o sistema e produziu uma versão sob licença designada Sajeel-60. Angola adquiriu o sistema durante a década de 1990.
O sistema entrou em combate em múltiplos conflitos. O Exército Iraquiano utilizou o Astros II durante as Guerras do Golfo. Durante a Guerra do Golfo de 1991, a Arábia Saudita mobilizou o sistema contra posições iraquianas. As forças armadas angolanas empregaram o lançador contra guerrilheiros da UNITA. Mais recentemente, a Indonésia adquiriu a variante Mk6 em múltiplos lotes. A Espanha avaliou o sistema para uma potencial aquisição, e o interesse ucraniano na plataforma foi relatado em 2022.