Osorio T-2

Resumo

País de origem🇧🇷 Brasil
CategoriaCarro de combate principal
SubtipoCarro de Combate Principal Médio
FabricanteEngesa
Número produzidoNone unidades

Especificações técnicas

Tripulação4 efetivo
Alcance550 km
Massa43,0 toneladas
Altura2,37 m (7,8 ft)
Largura3,26 m (10,7 ft)
Comprimento9,99 m (32,8 ft)
Velocidade máx.70 km/h (43 mph)
Motor12-Cylinder Diesel Engine with 1040 hp
Arma 11 120mm smoothbore barrel (38 shells) gun
Arma 21 7.62mm coaxial machine gun
Arma 31 12.7mm M-2HB machine gun + 1 7.62mm MAG machine gun

Operadores históricos

🇧🇷 Brasil

Descrição

O Engesa EE-T1 Osório foi um protótipo de carro de combate principal desenvolvido pela fabricante brasileira Engesa. O desenvolvimento começou em 1982 com o objetivo de produzir um blindado para exportação para o Oriente Médio e outras nações do Terceiro Mundo. A Engesa pretendia que essas vendas externas subsidiassem o programa, permitindo que o Exército Brasileiro eventualmente adquirisse o veículo sem precisar financiar seu desenvolvimento inicial. Embora o projeto tenha sido inicialmente uma iniciativa privada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu um empréstimo em 1987 para sanar problemas de fluxo de caixa da Engesa durante a fase de desenvolvimento.

O veículo foi projetado para uma guarnição de quatro homens, composta por comandante, atirador, municiador e motorista. Seu sistema de proteção utiliza blindagem composta, que inclui aço, alumínio, fibras de carbono e cerâmica. O carro de combate foi desenvolvido em duas configurações distintas de armamento. O protótipo P1 é equipado com um canhão de alma raiada L7 de 105 mm, enquanto o protótipo P2 carrega um canhão de alma lisa Giat Industries G1 de 120 mm. O armamento secundário de ambas as versões consiste em duas metralhadoras M2HB de 12,7 mm, sendo uma montada de forma coaxial e a outra no teto. O blindado é propulsado por um motor diesel MWM TBD 234 de 12 cilindros, integrado a uma transmissão ZF Friedrichshafen LSG 3000 e a um sistema de suspensão hidropneumática.

O Osório nunca entrou em produção em série ou em serviço no exterior. Embora a compra do blindado tenha sido considerada por Argélia, Iraque, Líbia e Arábia Saudita, nenhum contrato foi finalizado. O fracasso do acordo com a Arábia Saudita e a disponibilidade de carros de combate excedentes após a Guerra Fria levaram ao encerramento do programa. A Engesa declarou falência em 1993, e o projeto foi definitivamente cancelado no final da década de 1990. Os dois protótipos foram mantidos em depósito até 2003, quando foram oficialmente incorporados ao inventário do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em São Paulo. Eles permaneceram em serviço limitado até 2013. O protótipo de 105 mm encontra-se atualmente no Museu Militar Conde de Linhares, e o protótipo de 120 mm está localizado no Centro de Instrução de Blindados, ambos no Rio de Janeiro.

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