TAM

Resumo

País de origem🇦🇷 Argentina
CategoriaCarro de combate principal
SubtipoCarro de Combate Principal Leve
FabricanteThyssen-Henschel
Número produzido200 unidades

Especificações técnicas

Tripulação4 efetivo
Alcance550 km
Massa30,0 toneladas
Altura2,42 m (7,9 ft)
Largura3,12 m (10,2 ft)
Comprimento8,23 m (27,0 ft)
Velocidade máx.75 km/h (47 mph)
MotorMTU-MB 833 Ka-500 V-6 Diesel Engine with 720 hp
Arma 11 Rheinmetall LTA2 105mm rifled barrel (50 shells) gun
Arma 22 MG3 7.62mm machine guns (6000 rounds)

Operadores históricos

🇦🇷 Argentina

Descrição

O Tanque Argentino Mediano (TAM) surgiu a partir de um requisito do Ministério da Defesa da Argentina, em 1973, para substituir a frota de carros de combate Sherman Firefly e semilagartas M3A1 do exército. Após a recusa dos Estados Unidos aos pedidos de equipamentos, a Argentina implementou o "Plano Europa" para fomentar a indústria nacional por meio de tecnologia europeia. O governo argentino contratou a empresa da Alemanha Ocidental Thyssen-Henschel para colaborar no projeto. O design utilizou um chassi reforçado do veículo de combate de infantaria Marder para atender aos requisitos de silhueta baixa e compatibilidade com a infraestrutura nacional, como pontes e ferrovias. Os protótipos foram concluídos entre 1976 e 1977, e a produção teve início nas instalações da TAMSE em 1979. A fabricação ocorreu em duas fases principais, encerrando-se em 1995.

O TAM apresenta um design de torre derivado dos Leopard 1A4 e Leopard 2. A proteção consiste em placas de blindagem de aço capazes de deter projéteis de até 35 mm. O armamento principal é um canhão de alma raiada de 105 mm FM K.4 Modelo 1L, uma versão fabricada localmente do Rheinmetall Rh-105-30. Este canhão dispara munições perfurantes de blindagem estabilizadas por aletas com sabô descartável (APFSDS), anticarro de alto explosivo (HEAT) e de cabeça deformável (HESH). O armamento secundário inclui duas metralhadoras FN MAG de 7,62 mm, uma montada coaxialmente e outra no teto da torre para defesa antiaérea. O sistema de controle de tiro integra um telêmetro a laser e um computador balístico. A mobilidade é garantida por um motor diesel MTU e uma transmissão automática Renk. O chassi do TAM serve como base para uma família de veículos, incluindo o veículo de combate de infantaria VCTP, o obuseiro autopropulsado VCA 155 e o porta-morteiro VCTM. Programas de modernização, como o TAM 2C e o TAM 2C-A2, introduziram imagem térmica, estabilização em três eixos e capacidades hunter-killer. A variante TAM 2IP incorpora blindagem composta passiva baseada no design Iron Wall.

A Argentina é o único operador do TAM. Embora o veículo não possua histórico de combate, a variante VCTP foi enviada à Croácia como parte da missão de paz UNPROFOR das Nações Unidas. Diversas tentativas de exportação não obtiveram sucesso. Um contrato com a Malásia para o carro de combate e seus derivados foi rescindido antes da entrega. O Peru chegou a encomendar um lote de veículos, mas restrições orçamentárias levaram ao cancelamento do contrato, e as unidades concluídas foram integradas ao Exército Argentino. Outros esforços de exportação envolvendo o Panamá, Equador, Arábia Saudita e Irã também foram cancelados devido a problemas financeiros ou pressão diplomática de terceiros.

Wikipédia e outras fontes abertas. Sugerir uma alteração