Military Forces of de Suriname 🇸🇷
Panorama da força militar
| 🛩️ Força aérea | 3 aeronaves ativas |
| 🪖 Tropas ativas | 1.840 efetivo |
Global Military Index
| 🪖 Efetivo (15%) | 46,6 | Ativos, reserva e paramilitares: 1840 efetivos |
| 🛡️ Potência de Fogo Terrestre (20%) | 0,0 | Main battle tanks: 0 |
| ⚓ Forças navais (20%) | 0,0 | Ponderado por tipo de navio: porta-aviões, submarinos, contratorpedeiros... |
| ✈️ Poder aéreo (25%) | 18,2 | Ponderado por tipo de aeronave: combate, bombardeiros, helicópteros... |
| ☢️ Dissuasão nuclear (10%) | 0,0 | Sem capacidade nuclear declarada |
| 💰 Orçamento de defesa (10%) | 0,0 | Dados não disponíveis |
Metodologia: Índice composto em escala logarítmica usando dados do SIPRI, IISS e GMNET. Cada pilar é normalizado para 0-100, e então ponderado por importância estratégica.
Estatísticas de defesa e indicadores-chave
| População | 623164 (2022) |
| PIB | $3,8 biliões (2022) |
| PIB per capita | $6084 (2022) |
| Taxa de inflação | 52,45% (2022) |
| Pessoal militar | 2.000 (2020) |
Tendências de população e efetivo militar
Tendências de PIB e taxa de inflação
Panorama estratégico em 2026
Posição Estratégica
O Suriname ocupa uma posição geopolítica distinta na costa nordeste da América do Sul, caracterizada por um ambiente de segurança complexo, definido por vastas áreas de floresta tropical no interior, de difícil monitoramento, e significativos interesses marítimos offshore. As principais preocupações de segurança centram-se na integridade territorial, especificamente em relação a disputas fronteiriças de longa data com a Guiana sobre a Região de Tigri (Triângulo do Rio Novo) e as delimitações de fronteiras marítimas relevantes para os setores de energia offshore em expansão.
O país mantém uma política de integração regional e multilateralismo. O Suriname é membro da Comunidade do Caribe (CARICOM) e ingressou formalmente no Sistema de Segurança Regional (RSS) em 2022, visando fortalecer a segurança coletiva e as capacidades de resposta a desastres. A doutrina de defesa enfatiza a soberania e a vigilância territorial, com foco particular no combate ao crime organizado transnacional, incluindo o narcotráfico e o garimpo ilegal.
As relações bilaterais são fundamentais para a postura de defesa nacional. Desde 2025, a administração da Presidente Jennifer Geerlings-Simons tem priorizado o aprofundamento da cooperação militar com os Países Baixos e a França. A cooperação com a França é particularmente ativa ao longo da fronteira do Rio Maroni com a Guiana Francesa, envolvendo patrulhas conjuntas e treinamentos. Em 2024, o Suriname assinou um acordo-quadro de cinco anos com o Comando Sul dos Estados Unidos para aprimorar o desenvolvimento institucional e a mobilidade militar. As relações com o Brasil permanecem basilares, marcadas pelo histórico de aquisição de veículos blindados e pelo compartilhamento contínuo de inteligência.
Forças Militares
O Exército Nacional (Nationaal Leger) é a força de defesa unificada do Suriname, supervisionada pelo Ministério da Defesa. Está estruturado em quatro ramos principais: as Forças Terrestres (Landmacht), a Força Aérea (Luchtmacht), a Marinha (Marine) e a Polícia Militar (Militaire Politie). O efetivo total na ativa é de aproximadamente 2.500 militares, com um componente de reserva de cerca de 500 homens.
As Forças Terrestres constituem o maior ramo e são otimizadas para operações de infantaria leve e guerra na selva. As capacidades mecanizadas são providas por veículos blindados de reconhecimento EE-9 Cascavel e veículos blindados de transporte de pessoal EE-11 Urutu, de fabricação brasileira. A infantaria está equipada principalmente com fuzis FN FAL e AKM, suplementados por fuzis de assalto FAMAS doados pela França no final de 2023. As capacidades especializadas incluem o Comando de Pesquisa e Ação na Selva (CRAJ), uma unidade de elite treinada por forças francesas para operações no denso interior do país.
A Marinha e a Guarda Costeira operam em estreita coordenação para garantir a segurança da Zona Econômica Exclusiva (ZEE). A frota é composta primordialmente por embarcações de patrulha, incluindo os navios Ocea FPB 72 e FPB 98. Esses ativos têm a tarefa de proteção pesqueira, operações de combate ao contrabando e, cada vez mais, a proteção da infraestrutura de petróleo e gás offshore.
A Força Aérea atua principalmente como um braço de transporte e vigilância. Opera um pequeno inventário de aeronaves de asa fixa, incluindo o Britten-Norman Islander e aeronaves utilitárias Cessna. As capacidades de asa rotativa são providas por helicópteros HAL Chetak adquiridos da Índia. Não há aeronaves de combate dedicadas ou sistemas avançados de defesa aérea no inventário atual.
A Polícia Militar serve como uma força de natureza de gendarmerie, responsável tanto pela disciplina militar quanto pelo apoio às autoridades civis em tarefas de controle de fronteiras e segurança interna.
Tendências Estratégicas
O principal motor da atual modernização da defesa do Suriname é a expansão do setor de energia offshore na Bacia Guiana-Suriname. Com a projeção do início da produção de petróleo em larga escala para 2028, as prioridades de aquisição mudaram para a consciência do domínio marítimo e a obtenção de navios de patrulha costeira e oceânica mais capacitados.
Historicamente, os gastos com defesa permaneceram abaixo de 1% do PIB, embora os últimos anos tenham registrado maiores alocações para o treinamento de pessoal e manutenção de equipamentos. Uma Estratégia de Segurança Nacional renovada, desenvolvida em consulta com a CARICOM no final de 2025, enfatiza a integração da segurança digital e da resiliência cibernética na estrutura de defesa, refletindo a crescente ameaça de interferência em infraestruturas digitais à medida que o país atrai mais investimento estrangeiro direto.
As tendências operacionais mostram uma intensificação da cooperação no âmbito do "Escudo das Guianas", onde Suriname, França e Guiana coordenam ações de segurança ambiental e repressão a operações de mineração ilegal. As limitações dos militares incluem frotas de equipamentos obsoletos e capacidade técnica de manutenção limitada, embora esses pontos estejam sendo abordados por meio da expansão de intercâmbios de treinamento e acordos de manutenção com parceiros europeus e regionais. Espera-se que futuras mudanças na estrutura de força enfatizem unidades modulares capazes de desdobramento rápido em regiões fronteiriças remotas.
Gastos militares: SIPRI Milex. Sugerir uma alteração