Military Forces of de Uruguai 🇺🇾

Panorama da força militar

🛩️ Força aérea 43 aeronaves ativas
🪖 Tropas ativas 21.000 efetivo
👮‍♀️ Paramilitares 1.400 efetivo

Global Military Index

30,5
Classificação mundial: #98
O Índice Militar Global mede a capacidade militar geral de Uruguai numa escala de 0 a 100, com base em dados verificáveis em seis dimensões.
🪖 Efetivo (15%) 61,9 Ativos, reserva e paramilitares: 21420 efetivos
🛡️ Potência de Fogo Terrestre (20%) 33,4 Main battle tanks: 31
⚓ Forças navais (20%) 0,0 Ponderado por tipo de navio: porta-aviões, submarinos, contratorpedeiros...
✈️ Poder aéreo (25%) 38,0 Ponderado por tipo de aeronave: combate, bombardeiros, helicópteros...
☢️ Dissuasão nuclear (10%) 0,0 Sem capacidade nuclear declarada
💰 Orçamento de defesa (10%) 49,8 $1737M gastos militares anuais

Metodologia: Índice composto em escala logarítmica usando dados do SIPRI, IISS e GMNET. Cada pilar é normalizado para 0-100, e então ponderado por importância estratégica.

Geografia

Mapa de Uruguai
Capital Montevideo
Área terrestre 175.015 km²
Extensão do litoral 660 km

Bandeira nacional

Estatísticas de defesa e indicadores-chave

População 3,4 milhões (2023)
PIB $77,2 biliões (2023)
PIB per capita $22798 (2023)
Orçamento militar $1,7 biliões (2024)
Participação do PIB em gastos militares 2,3% (2024)
Participação nos gastos do governo 6,8% (2024)
Gastos militares per capita $513 (2024)
Taxa de inflação 4,85% (2024)
Pessoal militar 22.000 (2020)

Histórico do orçamento militar uruguaio

Tendências de população e efetivo militar

Tendências de PIB e taxa de inflação

Panorama estratégico em 2026

Posição Estratégica

O Uruguai ocupa uma posição na costa sudeste da América do Sul, fazendo fronteira com o Brasil ao norte e com a Argentina a oeste e ao sul. Sua postura de defesa é definida por seu papel como um estado-tampão entre essas duas potências regionais e por sua dependência do multilateralismo. As principais preocupações de segurança incluem a proteção dos direitos de soberania em sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE) no Atlântico Sul, a segurança das fronteiras contra o crime organizado transnacional e a manutenção da estabilidade interna.

O Uruguai é signatário do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR ou Tratado do Rio) e membro da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Mercosul. A doutrina de defesa enfatiza o direito internacional, a integridade territorial e a não intervenção. Um pilar central da identidade estratégica dos militares é a sua contribuição para as operações de manutenção da paz das Nações Unidas (ONU). Em 2025, as forças armadas mantêm desdobramentos em diversos teatros, incluindo as Colinas de Golã (UNDOF) e a República Democrática do Congo (MONUSCO).

As relações bilaterais concentram-se na cooperação com o Brasil e a Argentina em segurança de fronteiras e patrulhamento fluvial. Sob a Lei 19.677, os militares realizam as operações "Frontera Segura" (Fronteira Segura), que envolvem o patrulhamento de uma zona de 20 quilômetros ao longo das fronteiras terrestres para interceptar entorpecentes, contrabando e imigração ilegal.

Forças Militares

As Forças Armadas do Uruguai (Fuerzas Armadas del Uruguay) estão organizadas em três ramos: o Exército Nacional, a Armada Nacional e a Força Aérea. O Presidente atua como Comandante em Chefe, exercendo autoridade por meio do Ministério da Defesa Nacional. O efetivo total na ativa é de aproximadamente 21.000 militares.

Exército Nacional (Ejército Nacional) O Exército é o maior ramo e está organizado em quatro divisões territoriais. Opera uma combinação de plataformas blindadas e infantaria motorizada. * Blindados: O inventário inclui tanques leves M-41 Walker Bulldog e carros de combate principais Ti-67 (T-55 atualizados). * Infantaria e Reconhecimento: A força utiliza veículos sobre rodas EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu, além de blindados de transporte de pessoal Mowag Piranha e Condor. * Armamento Leve: As armas de dotação padrão incluem os fuzis FN FAL e Steyr AUG. * Operações Especiais: O Exército mantém o 14º Batalhão de Infantaria Paraquedista, que inclui unidades especializadas de comandos e contraterrorismo.

Armada Nacional A Armada tem a tarefa de defesa costeira, busca e salvamento marítimo (SAR) e policiamento da ZEE. Inclui a Prefeitura Nacional Naval, que funciona como uma guarda costeira. * Embarcações: A frota consiste em navios de patrulha, incluindo embarcações das classes Chamsuri e Marine Protector. As antigas fragatas portuguesas da classe João Belo foram, em sua maioria, retiradas de serviço ou tiveram seu status operacional rebaixado. * Aviação Naval: Opera aeronaves Beechcraft King Air e Cessna para vigilância marítima. * Fuzileiros Navais: O Comando de Infantaria de Marinha provê capacidades anfíbias e segurança portuária.

Força Aérea Uruguaia (Fuerza Aérea Uruguaya) A Força Aérea concentra-se na vigilância do espaço aéreo, transporte e busca e salvamento. * Combate e Instrução: A força opera aeronaves A-37B Dragonfly para ataque leve, embora a disponibilidade operacional permaneça limitada. Em 2025, a transição para aeronaves Beechcraft T-6C Texan II para instrução avançada e funções leves de contrainsurgência (COIN) é uma prioridade. * Transporte: A logística é provida por aeronaves C-130H Hercules e KC-130H, bem como pelas plataformas EMB-110 e EMB-120. * Asas Rotativas: A frota de helicópteros inclui os modelos Bell 212 e UH-1H Iroquois.

Indústria de Defesa

O Uruguai carece de um setor de fabricação de armas em larga escala e depende quase exclusivamente de importações estrangeiras para os principais sistemas de armas. A capacidade nacional limita-se à manutenção, reparo e revisão (MRO) de equipamentos existentes. A Armada opera os Diques y Astilleros Nacionales (SCRA), que prestam serviços de construção e reparo naval para a frota e clientes comerciais. A aquisição de equipamentos geralmente envolve a obtenção de excedentes por meio do programa Excess Defense Articles (EDA) dos EUA ou compras diretas de fornecedores internacionais na Europa, Brasil e Ásia.

Tendências Estratégicas

A principal prioridade de modernização para 2025 e 2026 é a renovação da frota naval. O governo formalizou contratos para a aquisição de novos Navios de Patrulha Oceânica (NPaOc) de estaleiros espanhóis para sanar lacunas de capacidade em interdição marítima e proteção de recursos pesqueiros. Este programa representa a aquisição naval mais significativa em várias décadas.

A Força Aérea está focada na substituição de sua envelhecida frota de ataque leve, com esforços contínuos para garantir financiamento para treinadores turboélice modernos adicionais com capacidades de combate. O Exército continua a priorizar sua missão de segurança de fronteira, que deslocou recursos para tecnologia de comunicação e vigilância móvel, em detrimento da expansão de blindados pesados.

Os gastos com defesa permanecem consistentemente abaixo de 2% do PIB. Restrições orçamentárias forçam os militares a priorizar custos de pessoal e equipamentos para missões de paz em vez de aquisições de plataformas de grande escala. A estrutura da força é caracterizada por uma alta proporção de oficiais em relação aos praças, fator que permanece como tema de debate legislativo interno sobre uma possível redução de efetivo ou reestruturação em 2026. A orientação estratégica geral está migrando para capacidades de "Uso Dual", onde os ativos militares são cada vez mais aplicados à proteção civil, socorro em desastres e apoio à segurança interna.

População, PIB, inflação e efetivo: Banco Mundial.
Gastos militares: SIPRI Milex. Sugerir uma alteração