Classe Iroquois
Resumo
| País de origem | 🇨🇦 Canadá |
| Categoria | Destróier |
| Subtipo | Contratorpedeiro de mísseis |
| Fabricante | Marine Industries Ltd. |
| Ano de comissionamento | 1972 |
| Custo aproximado por unidade | $63 milhão |
| Unidades | Iroquois, Huron, Athabaskan, Algonquin |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 5200 toneladas |
| Alcance | 4500 km a 15 nós |
| Tripulação | 280 membros |
| Largura | 15,0 m (49,2 ft) |
| Comprimento | 130,0 m (426,5 ft) |
| Hangar |
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| Propulsão | COGOG, 2 shaft, 2 × Pratt & Whitney FT12AH3 cruise gas turbines (6,400 hp) and 2 × Pratt & Whitney FT4A2 boost gas turbines (50,000 hp) |
| Empuxo | 4750 hp |
| Armamento |
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| Velocidade máxima | 29 nós |
Descrição
Os contratorpedeiros da classe Iroquois, também designados como classe DDH 280, foram quatro embarcações operadas pela Marinha Real Canadense. O desenvolvimento da classe começou após o cancelamento do programa de Fragatas de Propósito Geral em 1963. Paul Hellyer encomendou um projeto de guerra antissubmarina em 1964, e os contratos foram concedidos à Marine Industries Ltd. e à Davie Shipbuilding em 1968. Os navios foram construídos entre 1969 e 1973, entrando em serviço em 1972 e 1973. As embarcações foram nomeadas em homenagem às Primeiras Nações do Canadá e para perpetuar os nomes dos contratorpedeiros da classe Tribal da Segunda Guerra Mundial.
A classe Iroquois foi a primeira de seu tipo a utilizar propulsão exclusivamente por turbinas a gás. O projeto utilizava um sistema de propulsão COGOG e apresentava cidadela, passadiço e praças de máquinas fechados. Uma de suas principais capacidades era a operação de helicópteros para guerra antissubmarina, apoiada por um dispositivo de tração "beartrap" para o recolhimento. Conforme construídas originalmente, as embarcações eram configuradas para guerra antissubmarina com mísseis de defesa de ponto e morteiros antissubmarinos. Entre 1987 e 1994, a classe passou pelo Programa de Reforma e Modernização de Atualização Tribal (TRUMP). Essa reforma reconfigurou os navios como contratorpedeiros de mísseis guiados (DDG), capazes de realizar guerra antiaérea de área. A modernização incluiu a reconstrução da superestrutura, atualização da eletrônica e a instalação de um sistema de lançamento vertical.
O histórico operacional incluiu funções como navios-capitânia da Força Naval Permanente do Atlântico da OTAN. Durante a Guerra do Golfo, a classe desempenhou tarefas de escolta e utilizou helicópteros para a busca de minas no Golfo Pérsico. Na década de 1990, os navios foram mobilizados para o Mar Adriático para impor bloqueios. Após 2001, as embarcações participaram de operações no Mar Arábico e na guerra no Afeganistão. Outras atribuições incluíram a fiscalização de pesca, missões de busca e salvamento e patrulhas de combate ao narcotráfico no Caribe e na costa da Somália. A classe prestou assistência humanitária após o furacão Katrina em 2005 e o terremoto no Haiti em 2010.
O Huron foi descomissionado em 2005 e, posteriormente, afundado durante um exercício de tiro real em 2007. O Iroquois e o Algonquin foram retirados de serviço em 2015, após a descoberta de fissuras no casco e danos por colisão, respectivamente. O Athabaskan, o último navio ativo da classe, foi descomissionado em 2017. O projeto Canadian Surface Combatant é o substituto designado para a classe.