Classe Scorpène
Resumo
| País de origem | 🇫🇷 França |
| Categoria | Submarino |
| Subtipo | Submarino de ataque a diesel |
| Fabricante | Naval Group |
| Ano de comissionamento | 2005 |
| Custo aproximado por unidade | $450 milhão |
| Unidades |
S21 INS Kalvari S22 INS Khanderi S23 INS Karanj S24 INS Vela S25 INS Vagir SS-22 Carrera SS-23 O'Higgins |
Especificações técnicas
| Deslocamento | 1565 toneladas |
| Deslocamento submerso | 1900 toneladas |
| Alcance | 6500 km a 8 nós |
| Autonomia | 50 |
| Tripulação | 31 membros |
| Largura | 6,2 m (20,3 ft) |
| Comprimento | 61,7 m (202,4 ft) |
| Profundidade máxima | 350 m (1148,3 ft) |
| Propulsão | Diesel-electric, Batteries, Air-independent propulsion (AIP), MESMA AIP, DRDO PAFC Fuel Cell AIP |
| Armamento | |
| Velocidade máxima | 12 nós |
| Velocidade máx. submersa | 20 nós |
Descrição
A classe Scorpène é uma série de submarinos de ataque diesel-elétricos desenvolvida conjuntamente pela empresa francesa Naval Group e pela espanhola Navantia. Projetada para suceder a classe Agosta, o projeto é atualmente comercializado pela Naval Group após o encerramento da parceria conjunta. A classe é voltada para a exportação e envolve acordos de transferência de tecnologia para construção local em diversas nações compradoras.
O projeto inclui três variantes principais: a versão convencional CM-2000, a AM-2000 equipada com propulsão independente da atmosfera (AIP) e o modelo costeiro CA-2000. As variantes nacionais incluem a classe Kalvari, da Índia, e a classe Riachuelo, do Brasil. A propulsão é diesel-elétrica, com a opção de integrar o sistema AIP Module d'Energie Sous-Marine Autonome (MESMA). Este sistema utiliza a combustão de etanol e oxigênio para gerar vapor para uma turbina, ampliando a autonomia em imersão. Uma iteração posterior, o Scorpène Evolved, incorpora a tecnologia de baterias de íons de lítio. Os sistemas de sensores incluem o sonar TSM 2233 Mk 2 ou a suíte Thales S-Cube.
A Marinha do Chile foi a operadora inicial, comissionando duas unidades em 2005 e 2006. A Marinha Real da Malásia incorporou dois submarinos em 2009. Sob o programa Project 75, a indiana Mazagon Dock Limited construiu seis unidades da classe Kalvari, com o navio-líder entrando em serviço em 2017. Em 2023, o governo indiano autorizou a aquisição de três embarcações adicionais. O Brasil opera a classe Riachuelo, que apresenta um casco alongado para acomodar baterias extras; o navio-líder foi incorporado em 2022.
A Indonésia assinou um contrato para duas unidades do Scorpène Evolved a serem construídas pela PAL Indonesia, com o contrato entrando em vigor em julho de 2025. Outras nações, incluindo Argentina, Romênia e Filipinas, avaliaram o projeto para possíveis aquisições. Em 2016, documentos técnicos referentes à variante indiana foram vazados para a mídia, resultando em ações judiciais na Austrália. O projeto também foi proposto para requisitos na Polônia, Noruega e Espanha, embora esses países tenham selecionado outras classes de submarinos.