Classe Project 1241.1 Molnaya (Tarantul III)
Resumo
| País de origem | 🇨🇳 Ex-URSS |
| Categoria | Corveta |
| Subtipo | Corveta de mísseis |
| Fabricante | Vympel Shipyard |
| Ano de comissionamento | 1977 |
| Custo aproximado por unidade | $30 milhão |
| Unidades |
101 Malniya 825 Dimitrovgrad 855 Zarechnyy 870 Chuvashiya 874 Morshansk 916 R-29 921 R-20 924 R-14 937 R-18 940 R-11 946 R-24 951 R-297 953 Naberezhnye Chelny 955 R-60 971 R-298 978 R-19 991 R-261 NPR 188 Zborul NPR 189 Pescărușul NPR 190 Lăstunul |
Operators
Especificações técnicas
| Deslocamento | 549 toneladas |
| Alcance | 2400 km a 12 nós |
| Autonomia | 10 |
| Tripulação | 50 membros |
| Largura | 10,5 m (34,4 ft) |
| Comprimento | 56,0 m (183,7 ft) |
| Propulsão | 2 shaft COGAG turbines at 11,000 hp each, plus 2 cruising engines at 4,000 hp each |
| Empuxo | 500 hp |
| Armamento |
|
| Velocidade máxima | 42 nós |
Descrição
O Projeto 1241 Molniya, designado pela OTAN como classe Tarantul, é uma série de corvetas lança-mísseis soviéticas e russas. Projetada no final da década de 1970, a classe foi desenvolvida como sucessora das lanchas rápidas de ataque do Projeto 205M Tsunami. O desenvolvimento focou em fornecer uma plataforma com melhor navegabilidade, radares de busca aérea em posições mais elevadas e armamento de artilharia aprimorado. A construção concentrou-se nos estaleiros Petrovsky, Rybinsk e Ulis.
A variante inicial, o Projeto 1241.1, utilizava um casco derivado da corveta classe Pauk e um sistema de propulsão COGOG, composto por turbinas a gás tanto para cruzeiro quanto para operações de alta velocidade. Seu conjunto de sensores incluía o radar Plank Shave para vigilância e aquisição de alvos. Uma versão de exportação, o Projeto 1241.RE, distinguia-se pelo reposicionamento do radar de controle de tiro para o mastro e pelo uso do sistema de radar Garpun-Bal.
A variante Projeto 12411 introduziu um arranjo de propulsão CODAG, combinando motores diesel de cruzeiro com turbinas a gás. Esta versão apresentava uma superestrutura redesenhada e um mastro de treliça reto. Desenvolvimentos posteriores, designados Projetos 1241.8 e 1242.1, integraram sistemas modernos de mísseis antinavio e radares de varredura eletrônica (phased array). A variante Projeto 12418, com entrada em serviço prevista a partir de 2025, utiliza propulsão CODAD e incorpora torres com geometria furtiva (stealth) para seus canhões.
A classe tem sido operada por diversas marinhas. A Marinha da Índia produziu o projeto sob licença como classe Veer, enquanto o Vietnã estabeleceu uma linha de produção nacional para a variante Projeto 1241.8 com assistência do Gabinete Central de Design Almaz. Após a dissolução da União Soviética, os navios foram distribuídos entre os estados sucessores. Em março de 2014, as forças russas capturaram quatro embarcações ucranianas. Durante o conflito em 2024, o navio Ivanovets, da Frota do Mar Negro da Rússia, foi afundado por drones navais não tripulados.
Outros operadores incluíram as marinhas da Bulgária, Polônia, Romênia, Iêmen, Egito e Turcomenistão. A Volksmarine da Alemanha operou cinco embarcações; uma foi transferida para a Marinha dos Estados Unidos para avaliação e, posteriormente, serviu como navio-museu. Diversas embarcações desativadas estão preservadas como museus na Alemanha, Índia e Rússia.