Classe Ula
Resumo
| País de origem | 🇳🇴 Noruega |
| Categoria | Submarino |
| Subtipo | Submarino |
| Fabricante | Thyssen Nordseewerke |
| Ano de comissionamento | 1989 |
| Unidades |
S300 HNoMS Ula S301 HNoMS Utsira S302 HNoMS Utstein S303 HNoMS Utvær S304 HNoMS Uthaug S305 KNM Uredd |
Operators
Descrição
O desenvolvimento desta classe de submarinos teve origem em uma decisão de 1972 para modernizar a flotilha de submarinos da Marinha Real da Noruega, que na época dependia de embarcações obsoletas. Um contrato para seis unidades foi finalizado em setembro de 1982 para substituir a frota anterior. O processo de construção foi uma colaboração internacional, com seções do casco produzidas na Noruega e a montagem final ocorrendo na Alemanha entre 1987 e 1992. Embora o acordo original incluísse uma opção para dois submarinos adicionais, esta nunca foi exercida. Estas embarcações entraram em serviço a partir de abril de 1989 e estão atualmente programadas para substituição pela futura classe Tipo 212CD por volta de 2030.
Projetados para alta manobrabilidade e discrição acústica, estes submarinos diesel-elétricos são otimizados para guerra litorânea e operações em áreas costeiras. Seu perfil físico reduzido e baixa assinatura sonora visam especificamente dificultar a detecção por navios de superfície. A classe apresenta um conjunto integrado de tecnologia de sensores internacionais, incluindo sonares de ataque e matrizes de flanco. O armamento principal é operado via tubos de torpedo instalados na proa. Para manter a relevância operacional, a frota passou por diversos programas de modernização, incluindo a integração de novos sistemas de combate, medidas de apoio à guerra eletrônica (MAGE) e links de comunicação atualizados. Atualizações técnicas recentes focaram na instalação de periscópios avançados e sistemas de mastro optrônico.
A frota está baseada em Haakonsvern, em Bergen, e constitui a única capacidade de submarinos da Marinha Real da Noruega. Além da defesa costeira doméstica, estas unidades foram desdobradas no Mar Mediterrâneo em apoio à Operação Active Endeavour da OTAN. Durante essas missões, a classe foi utilizada para coleta de inteligência, apresentando uma disponibilidade operacional superior à de outras embarcações participantes. Essas operações em climas mais quentes identificaram a necessidade técnica de "tropicalização", levando à instalação de sistemas de refrigeração aprimorados. O histórico operacional da classe inclui registros de danos durante testes e um incêndio na sala de controle no início da década de 1990. O planejamento de defesa atual envolve medidas de extensão de vida útil para manter as embarcações ativas até que seus sucessores entrem em serviço.
Especificações técnicas
| Deslocamento | 1040 toneladas |
| Deslocamento submerso | 1150 toneladas |
| Alcance | 5000 km a 8 nós |
| Tripulação | 21 membros |
| Largura | 5,4 m (17,7 ft) |
| Comprimento | 59,0 m (193,6 ft) |
| Profundidade máxima | 200 m (656,2 ft) |
| Propulsão | Diesel-electric, 2 MTU 16V 396 diesel engines (970kW each), 1 propeller, 1 Siemens Permasyn "silent" electric motor 2,200 kW (3,000 hp) |
| Armamento |
|
| Velocidade máxima | 11 nós |
| Velocidade máx. submersa | 23 nós |
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